Margem bruta: o que é e como calcular na sua empresa
Entenda o que é margem bruta, como calcular e usar esse indicador para avaliar a rentabilidade e tomar decisões mais seguras na sua empresa.

Mateus Carneiro
Founder
Publicado:
21 de ago. de 2025
A margem bruta é um dos indicadores mais usados para avaliar a rentabilidade de um negócio. Ela mostra quanto sobra da receita líquida depois de descontados os custos diretos de produção ou prestação de serviços.
Como calcular a margem bruta?
Você calcula a margem bruta subtraindo do faturamento líquido os custos dos produtos vendidos (CPV) ou custos dos serviços prestados (CSP). Depois, divide esse valor pela receita líquida para chegar ao percentual.
O que é margem bruta?
A margem bruta indica a eficiência da operação básica da empresa: vender produtos ou prestar serviços. Ela mostra a “gordura” que sobra das vendas antes de considerar despesas administrativas, comerciais e financeiras.
Exemplo:
Se uma empresa vende R$ 100.000 em produtos e o custo direto de produção foi R$ 60.000, a margem bruta é de R$ 40.000, ou 40% da receita.
Fórmula da margem bruta
A fórmula é simples:
Margem Bruta = (Receita Líquida – Custos) ÷ Receita Líquida × 100
Onde:
Receita Líquida = Receita Bruta – impostos e devoluções sobre vendas.
Custos Diretos = CPV (custo de produtos vendidos - aplicável na indústria e comércio) ou CSP (custo de serviços prestados - aplicável em empresas de serviços).
Exemplo:
Receita líquida: R$ 80.000
CPV ou CSP: R$ 50.000
Margem bruta = (80.000 – 50.000) ÷ 80.000 × 100 = 37,5%
Diferença entre margem bruta e lucro líquido
É comum confundir margem bruta com lucro. Mas o lucro líquido só aparece depois de descontar todas as despesas fixas, operacionais, financeiras e impostos.
Enquanto isso, a margem bruta olha apenas para a diferença entre receita líquida e custos diretos de produção ou serviço.
Ou seja, a margem bruta é uma primeira fotografia da eficiência da operação, enquanto o lucro líquido é a visão final do resultado.
Para que serve a margem bruta?
1. Avaliar rentabilidade operacional
Uma margem bruta alta mostra que o modelo de negócio consegue gerar valor após cobrir os custos diretos.
2. Comparar eficiência entre produtos ou serviços
Ao calcular a margem bruta por linha de produto, a empresa identifica quais itens são mais rentáveis e quais precisam de revisão de preço ou custo.
3. Benchmarking
A margem bruta é um dos indicadores mais usados para comparar empresas de um mesmo setor, pois dá uma visão clara da eficiência produtiva.
4. Base para outros indicadores
A partir da margem bruta, é possível projetar resultados futuros e estruturar análises como ponto de equilíbrio e margem líquida.
Limitações da margem bruta
Apesar de essencial, a margem bruta não mostra a visão completa da rentabilidade. Ela não considera despesas administrativas, comerciais ou financeiras.
Ou seja, uma empresa pode ter margem bruta alta e ainda assim fechar no prejuízo, caso suas despesas fixas sejam elevadas. Por isso, é importante usar a margem bruta em conjunto com indicadores como margem líquida, EBITDA e fluxo de caixa.
O numbr ajuda justamente a colocar todas essas peças no mesmo tabuleiro, para que empreendedores e analistas não precisem navegar por planilhas e relatórios soltos.
Conclusão
A margem bruta é um indicador indispensável para avaliar a eficiência e a rentabilidade da operação da sua empresa. Ao acompanhar esse percentual de perto, você ganha clareza sobre o quanto sua atividade gera de resultado antes de outras despesas, e pode tomar decisões mais seguras sobre preço, custos e estratégia de crescimento.
FAQ sobre margem bruta
1. Qual a diferença entre margem bruta e margem líquida?
A margem bruta mostra o que sobra da receita após a dedução dos custos. A margem líquida considera todas as despesas e mostra o resultado final.
2. Qual é uma boa margem bruta?
Depende do setor. Indústrias costumam operar com margens menores (20-40% a depender do setor), enquanto serviços e SaaS podem ter margens acima de 80%.
3. Como melhorar a margem bruta?
As principais estratégias são: renegociar custos de insumos, otimizar processos produtivos e revisar políticas de preço.